quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Amor


"Vença o ódio com o amor.
Triunfe sobre o mal com o bem.
Subjugue o mesquinho com a generosidade.
Derrote o mentiroso com a verdade...
Nunca no mundo a raiva foi vencida pela raiva: ela é vencida pelo amor."

Budismo: Dhammapada, 223,5
extraído de O livro da alma
PubliFolha

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Alegria


"A alegria lubrifica os eixos do mundo.

Não passe a vida rangendo."


H. W. Byles


extraído do livro Um toque de tranquilidade

Kathy Wagoner

PubliFolha

Felicidade


"Devemos agradecer a quem nos traz felicidade; essas pessoas são os nossos jardineiros que fazem nossa alma florescer."


Marcel Proust


extraído de O livro da felicidade

PubliFolha

domingo, 17 de outubro de 2010

Obra


"Quando você fizer algo, procure fazer bem feito.

Não há nada tão desnecessário quanto o se fazer algo por fazer.

Se suas obras trouxerem renovação para outras criaturas, em vez de discórdia, semeará prazer e alegria."


do livro No coração de Deus - pensamentos diários

Carlos Pereira

pelo espírito Dom Hélder Câmara


sábado, 16 de outubro de 2010

Ser gentil é ser saudável

SER GENTIL É SER SAUDÁVEL

Samia Aguiar Brandão Simurro

Não é mais possível compreender a saúde, sem considerar a influência de fatores psicossociais e espirituais. Não considerar esse contexto é correr o risco de cair num reducionismo exagerado, que compromete a compreensão ampla e necessária do significado de saúde e bem estar. Embora isso aumente significativamente a complexidade do assunto, é preciso correr o risco de cair em caminhos incertos e insatisfatórios em busca de explicações mais convincentes e de intervenções mais eficientes do que as que se dispõe atualmente.

A doença representa um desequilíbrio e possui sempre múltiplas causas. Ao adoecer, o indivíduo mobiliza a mente, o corpo e o espírito. Essa íntima relação já é consenso entre os pesquisadores e tem influenciado enormemente, tanto na forma de se promover saúde e bem estar das pessoas, como no tratamento de doenças.

Uma das recentes conclusões, é que os atos de gentileza fazem com que o corpo, a mente e o espírito sintam-se bem. Isto não é apenas uma inferência, mas sim uma constatação científica, que é explicada pelo fato de que, as atitudes gentis permitem a liberação de endorfinas no corpo, capazes de provocar no indivíduo uma sensação de alegria, que pode se transformar em calma e bem estar posterior. Quanto gentil e solidário com outras pessoas, mais benefícios e saúde você tem. Ser gentil faz bem para o corpo e faz bem para a mente.

A gentileza é algo difícil de ser ensinada e vai muito além das palavras de educação. Ela é difícil de ser encontrada, mas fácil de ser identificada, e sempre acompanha pessoas generosas e desprendidas, que se interessam em contribuir para o bem do outro e da sociedade. É uma atitude desobrigada, que se manifesta nas situações cotidianas e das maneiras mais prosaicas.

Gentil é aquele que contribui para que o ambiente em que ele vive seja mais harmonioso. Ele possui, de forma espontânea, habilidades sociais desenvolvidas e adequadas. Gentileza é generosidade, altruísmo, solidariedade, interesse pelo outro, oferecer amizade, retribuir gentilezas, promover cortesia, conjugar o ensinar, o sorrir e contribuir para o outro sorrir.

As atitudes que tomamos no dia a dia têm impacto em nosso corpo, e os atos de gentileza reduzem o stress, melhorando a saúde das pessoas. Para ser saudável, além dos cuidados com o estilo de vida e bem estar pessoal, deve-se desenvolver em si mesmo a gentileza e solidariedade.

As empresas, preocupadas com o stress, a saúde e o bem estar de seus funcionários, começam a estimular as práticas de gentilezas no ambiente corporativo. A preocupação com a responsabilidade social, o incentivo ao voluntariado e a preocupação com a postura ética, são alguns exemplos desta tendência. Hoje se sabe que, ao encorajar a prática de atos de gentilezas nas relações sociais e nas empresas, cria-se uma atmosfera mais harmoniosa e saudável nos ambientes.



SAMIA AGUIAR BRANDAO SIMURRO – Psicóloga e Vice-Presidente de Expansão e Relações Internacionais da Associação Brasileira de Qualidade de Vida.


Será a gentileza algo em extinção?

A agressividade passou a ser aceita como natural?

O estresse do cotidiano é capaz de justificar a falta de gentileza?

Vamos fazer a nossa parte!

Aprender a cumprimentar as pessoas com um sorriso na face.

Ser solícito, prestativo e solidário.

Agir com cortesia.

Tratar o outro com a gentileza que se deseja para si.

E amar o próximo como a si mesmo.

Um bom dia!



Ao mestre, com amor e gratidão

Ao mestre, com amor e gratidão

Publicado em 15.10.2010


Arnaldo Carlos de Mendonça

Doutor Lucilo, lembro que, em janeiro de 1977, aos 17 anos, recém-aprovado no vestibular de engenharia mecânica da UFPE, meu irmão Herculano propôs repassar-me algumas aulas no Colégio Pio XII. Ao conhecer-me, o senhor indagou: "Ô magrinho, e você sabe dar aula?" Respondi: "Doutor Lucilo, eu acho que sei". E o senhor falou: "Eu também acho que você sabe. As aulas de química do 1º ano são suas". Dois anos depois, aos 19 anos, tornou-me coordenador de ciências exatas, delegando-me a tarefa de selecionar novos professores. Era o começo de um aprendizado.

Essa eu só posso pagar-lhe tentando fazer pelos meus alunos o que o senhor fez pelos seus. Foram 34 anos de aprendizado, no Colégio Pio XII, no Sindicato das Escolas Particulares e no Conselho Estadual de Educação. Deus quis que estivéssemos juntos nos mais autênticos espaços educacionais, para eu aprender a cada dia.

Dia 8 de março de 2007, dedicado à mulher, convidei-o para fazer uma palestra para as mães da nossa escola. Quando fui apanhá-lo no Pio XII, encontrei o seu colégio pronto para as comemorações. Recusei levá-lo, mas o senhor disse: "Meu filho, eu vou com você, aqui eu estou todos os dias", com a concordância de Elias e Vera, que sabiam do seu prazer em servir. Mesmo com quatro filhos biológicos, o senhor resolveu adotar-me como mais um filho. Não vou esquecer.

No dia 15 de setembro, compareceu à reunião da diretoria do Sinepe, para rever os amigos. Estávamos com José Ricardo, Santiago, Ferreira Castro, Ferreira Rocha, Reginaldo e Armando Reis. Dia 22 de setembro, em encontro de gestores da rede particular, uma despedida em grande estilo. Tive o prazer de servi-lo um uísque, brindando a vida e a amizade. Suas mãos trêmulas pelo ingrato Parkinson, mas o coração sereno e a voz firme dizendo: "Só vou embora depois dos 100 anos", seguido de uma boa gargalhada.

Lucilo Ávila Pessoa, professor da Universidade de Pernambuco (UPE), diretor do IEP, Conselheiro da Confenen, secretário de Educação do Recife, chefe de gabinete e depois secretário de Educação de Pernambuco, presidente do Conselho Estadual de Educação. Grande líder da escola particular brasileira, ao lado de José Gomes Santiago e do saudoso Caio Gomes.

Na dissidência da Confenen, o seu nome uniria os dois grupos. Fomos com Santiago, Ary Diniz, José Ricardo e Ferreira propor a sua candidatura a presidente. Sua resposta: "Meus amigos, eu amo muito vocês e a escola particular de Pernambuco, mas amo muito mais a minha esposa Cecília, que precisa de mim e fica angustiada quando viajo de avião. Não posso aceitar o convite".

Sábado, dia 9 de outubro, a educação brasileira ficou mais pobre com a sua viagem. Enquanto seu corpo descia, falei em meio às lágrimas e mil lembranças: Levaram "meu velhinho", mas o que ele ensinou-me só vai embora com a minha partida ao seu encontro. Este sentimento é de todos nós, educadores.

Vá com Deus, Doutor Lucilo. Leve o nosso carinho e um grande beijo de gratidão. Um beijo também para Caio Gomes. Sabemos que o reencontro dos mestres será uma grande festa.

» Arnaldo Carlos de Mendonça é diretor do Sinepe-PE e diretor do Colégio DOM

Fonte: Jornal do Commercio, 15 de outubro de 2010

Vejam ao final do vídeo a vitalidade do saudoso Prof. Lucilo Ávila Pessoa: VÍDEO INDISPONÍVEL
http://pe360graus.globo.com/videos/cidades/terceira-idade/2010/09/30/VID,18494,4,361,VIDEOS,879-CENSO-IDENTIFICA-QUASE-MIL-PESSOAS-100-ANOS-PERNAMBUCO.aspx


Cheio de projetos, aos 85 anos, o escritor Lucilo Ávila não quer parar tão cedo: “estou escrevendo poesia, escrevendo uma gramática para os vestibulandos. Não paro e não quero parar. No dia em que eu parar, pode dizer: ‘morreu’”.
(em 30/09/2010)